Alex Michaels

Sniper/pilot

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ALEX MICHAELS

Meu nome é Alex Michaels. Poderia dizer que tive uma típica vida americana, mas desde cedo nada foi rotineiro. Meu pai deixou minha mãe desde que descobriu que ela estava grávida. Nunca o conheci ou ele sequer voltou. Ela nunca falou dele ou demonstrou ressentimento. Sempre evitou minhas perguntas sobre ele e com o tempo percebi que não me importava com isso. Não sei nada sobre ele, nem o seu nome, mas ele nunca me fez falta.

Guinevere Michaels era o nome da minha mãe. Ela era órfã, de forma que em vários momentos realmente éramos apenas eu e ela contra o mundo. Ainda me lembro dos seus olhos azuis e cabelos loiros movidos pelo vento de uma velha hélice enferrujada de um ventilador metálico – daqueles bem antigos mesmos, que se alguém coloca a mão sai com uns dois ou três dedos a menos. Seu sorriso doce e sua voz belíssima era uma atração na boate de stripper em que era cantora. Coisa de louco! Passei mais de 15 anos da minha vida entre strippers, bartenders e seguranças.

Você aprende muito com esse tipo de pessoas e acho que são muito mais sinceros do que muita gente que se diz “normal” por aí. Minha mãe vez ou outra aparecia com um namorado novo, sempre algum segurança forte. Quanto melhor me tratavam, mais tempo ela ficava com eles. Assim acabei aprendendo muito com eles. Lembro-me de alguns que foram importantes: Tom, um ex-fuzileiro que me ensinou algumas coisas com armas de fogo e artes marciais; o Cachorro Louco (não lembro do nome real) era um ás na direção de carros, motos e passava as horas vagas pilotando helicópteros. Aprendi alguns truques básicos com ele. Tem também o Armand, um francês que gostava de caçar e era muito bom no uso de arco e flecha e no arremesso de facas. Esses caras e mais alguns outros foram minha referência de pai. Então já viu no que deu, né?

Aos meus 15 anos houve um briga na boate. Tiros e incêndio acabaram com tudo. Minha mãe morreu baleada. Os policiais fecharam e prenderam várias pessoas. Parece que o lugar era ilegal e a maior parte dos funcionários e administradores já tinha alguns delitos menores. Em uma só tacada perdi minha mãe, minha casa e qualquer pessoa que poderia ter algo parecido com família. Fugi para não parar em um orfanato, mas isso durou apenas uns sete ou oito meses antes de me acharem pelas ruas e me jogarem de um orfanato para outro. Eu era o que chamavam de “garoto problema”. Brigava, xingava e era completamente indisciplinado e rebelde.

Aos meus 18 anos fui praticamente expulso do orfanato que estava, mas segui uma ideia que o velho Tom me dizia: “o exército te ensina tudo de que precisa para sobreviver, meu rapaz”. Foi aí que pensei “Ei! Eu sou um sobrevivente! Então preciso ser ainda melhor.”. Me alistei.

No exército aprendi tudo o que foi possível, inclusive aprendi a ter disciplina. Tudo flores, não é? Coisa nenhuma! Tinha um Major que não largava do meu pé. Major Daniel “cara de fuinha” Finnick, um tampinha ruivo com olheiras e um cheiro de alcachofra (eu já disse que odeio alcachofra?). Tudo bem! Eu nunca perdi minha petulância e estava a um passo de ser preso devido minhas crises de impertinência e problemas com liderança, mas o “fuinha” não ajudou em nada.

Aos 25 anos fui preso por 6 meses e fui seguidamente exonerado. Maldito Finnick! Armou uma boa para mim. Eu agarrei a mulher dele algumas vezes, mas tenho certeza que ele nunca descobriu isso; foi puramente antipatia (ou alguma intuição muito forte). De alguma forma ele colocou provas que davam a entender que eu havia me envolvido com tráfico. Justo eu! Posso ter vivido com strippers e alguns malandros, mas sempre detestei traficantes de drogas ou de armas. São caras como esses que venderam ilegalmente a arma que acabou na morte da minha mãe.

Sem opção você pode pensar. Mas é como dizem: quando a vida te fecha uma porta abre uma janela. Dias depois alguns “agentes” me procuraram e me ofereceram um emprego em uma organização particular. Nem sabia muito bem o que era, mas precisava sobreviver. Acabei parando na XCOM.

Meu mundo virou de cabeça para o ar! Se você acha que conhece o mundo e acredita no que é dito pela mídia, você não sabe nada, inocente! Já estou a 3 anos na XCOM. Sou um soldado-atirador-piloto, algo incomum – de repente por isso me procuraram. Sou um bom lutador e atirador, mas me destaco no arremesso de facas e no arco e flecha. Ainda tenho problemas com liderança e em seguir algumas ordens que chamo de idiotas, mas meus atos e capacidade como piloto me mantêm na organização. Sou bom no que faço, embora meu individualismo não ajude a subir na hierarquia da XCOM. Só queria que tivessem mais mulheres bonitas por aqui…acho que fiquei mal acostumado com as strippers. Eu já disse que adoro ir a bares de strippers? Isso já é outra história e vou deixar para outro dia. Agora preciso ir que acabaram de me convocar para alguma missão.

Alex Michaels

TERRA DESPERTA sorrilhae rodrigovvieira